O consentimento informado no ordenamento jurídico alemão do acórdão do BGH de 14/02/1989 à atualidade - uma perspetiva comparada à luz dos ordenamentos jurídicos português e brasileiro

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Diana Antão Seabra

Resumo

O Consentimento Informado no Ordenamento Jurídico Alemão: Do Acórdão do BGH de 14/02/1989 à Atualidade - Uma Perspetiva Comparada à Luz dos Ordenamentos Jurídicos Português e Brasileiro” explora a evolução e a importância do consentimento informado na relação médico-paciente, com foco na jurisprudência alemã e sua comparação com os sistemas jurídicos de Portugal e Brasil. A autonomia e autodeterminação do paciente são pilares essenciais no contexto médico moderno, onde a transmissão adequada de informações sobre riscos, tanto frequentes quanto raros, é crucial para decisões informadas. O estudo parte do acórdão histórico do Bundesgerichtshof (BGH) de 1989, que marcou uma mudança significativa na abordagem ao consentimento informado na Alemanha, analisando também sua relevância contínua e impacto nas construções doutrinárias, jurisprudenciais e legislativas subsequentes. Este trabalho propõe-se a analisar criticamente esta decisão, comparando-a com os enquadramentos jurídicos português e brasileiro, e avançando com propostas de superação das dificuldades ao nível do nexo de causalidade no âmbito do consentimento informado.

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Como Citar
SEABRA, D. A. O consentimento informado no ordenamento jurídico alemão: do acórdão do BGH de 14/02/1989 à atualidade - uma perspetiva comparada à luz dos ordenamentos jurídicos português e brasileiro. Revista IBERC, Belo Horizonte, v. 8, n. 3, p. 90–123, 2025. DOI: 10.37963/iberc.v8i3.369. Disponível em: https://revistaiberc.responsabilidadecivil.org/iberc/article/view/369. Acesso em: 24 jan. 2026.
Seção
Doutrina Estrangeira
Biografia do Autor

Diana Antão Seabra, Universidade de Coimbra, Portugal

Advogada, investigadora e formadora. Licenciada e mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, é doutoranda em Direito Civil na mesma instituição. Entre 2019 e 2024, foi bolseira de investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com foco na responsabilidade civil e responsabilidade médica. Desde 2024, integra o projeto Responsabilidade Civil em Perspetiva Comparada (IDP, Brasil). Atua primordialmente nas áreas de Direito da Saúde, Direito Civil, Direito do Trabalho e Proteção de Dados, tendo complementado a sua formação com cursos avançados e especializados, e é autora de publicações especializadas e oradora em eventos científicos nacionais e internacionais.